terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nada velho. Nada novo. Nada Velho e Novo

VN

Inconstante e inerente, o amor se faz surgir. Existe, exala e expressa. Algumas verdades se escondem entre as belas flores do campo. Alguns sentimentos estufam peitos enamorados. E ali estou, sentada próximo de uma bela árvore avistando um casal de jovens esboçando sorrisos satisfatórios um ao outro. Sinto a Terra girando mais rápido sob meus pés. Leve brisa fazendo ecoar alguns curtos conselhos no qual sinto, verdadeiramente, que devo seguir.

“Sorrir a vontade e sem motivo”. Meu mundo envaidece. A beleza nunca foi tão bela aos meus olhos. O orgulho se tornou incapaz de apagar os traços que o carinho desenhou no chão. Pois bem, nada velho. Nada novo. Nada velho e novo. Libertei-me de pesares. Dediquei-me inteiramente à vida.

A mudança veio para que eu pudesse ir além dos meus próprios limites. Sentir na pele o que era amar. Apeguei-me a simplicidade. Voltei a viver, mas dessa vez, ainda mais feliz. A esperança persistiu, e o vento trouxe de volta tudo o que me pertencia. Era simples e habitava dentro de mim. De volta estava a minha bondade. Pude, então, recomeçar a viver.

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