quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Caça Sonhos

Caça Sonhos

22:00 horas. Repousei-me sobre a cama. As gotas da chuva formavam sons entre as frestas da janela. Meus olhos começaram a sentir uma suavidade que os impulsionavam para baixo, fechando-os.

A madrugada seguia seu curso. Com as cobertas enroladas em minhas pernas e o travesseiro jogado ao chão, acordei. O frio me incomodava de alguma forma, inconscientemente. Recobri meus braços, virei para o outro lado e, em alguns instantes, senti-me longe do mundo real.

Os sonhos rodeavam minha mente. Eram variados e únicos. Meus desejos menos intensos na realidade se transformavam no mundo imaginário, chegando a ser incontroláveis. Gentilmente, pessoas passavam e voltavam, cumprindo um ciclo quase que previsível.

Minha verdade não condizia com o que eu via nos sonhos, mas deixei-me sonhar sem restrições com o amor. Mas o que significa tal sentimento para a visão sonhadora? Tem o mesmo significado para o mundo real ou será que a definição se baseia no que EU acredito no MEU mundo?

Enfim. Sonhei. Vi alguém que no instante parecia merecer meu reconhecimento. Não reconheci o jovem a primeira vista. Penso, agora, que minha mente de certa forma encontrou uma maneira invisível de presentear aqueles que merecem meu eterno carinho. Uma bela forma de dizer, uma esplêndida forma de demonstrar.

Juntos, nós dois fomos a lugares que eu jamais poderia imaginar estar. Pessoas nos rodeavam, perseguia-nos com os olhos. Não fazíamos nada, apenas estávamos juntos. Algum ensinamento? Alguma verdade revelada? Alguma resposta?

Minhas mãos eram mais firmes do que de costume. Minhas expressões eram mais reais do que a própria realidade. Eu segui meu subconsciente sem deixar escapar um único detalhe. De certa forma, o que se passava naquele momento nada mais era do que um momento meu, escolhido por alguma parte de mim.

Sentia-me protegida. Algo me dizia para manter-me firme e com fé. Subitamente acordei assustada com o barulho estrondoso do despertador. Meu coração balbuciava, minha mente tentava compreender onde eu estava e o que eu fazia. Apertei um botão qualquer e o silêncio se manteve.

Tomei meu remédio matinal e senti-me tranqüila novamente. Aos poucos fui analisando a conexão entre o consciente e seu oposto. Minha realidade é totalmente diferente do que assisti ao sonhar, mas é MEU sonho e pertence A mim. Não posso simplesmente ignorar e deixar escapar um só detalhe, pois se isso acontecer, é como se eu deixar a parte de um todo para trás.

A propósito, quem era a pessoa ‘não descrita inteiramente’ do sonho? Bem, essencialmente era alguém. Se real ou não, a resposta é duvidosa. Talvez se essa dúvida vier a me incomodar futuramente, posso pensar em perguntar à minha mente quando eu tiver a oportunidade.

2 comentários:

Jeff. Bertholini disse...

sempre assim... leitura boa de se fazer, senhorita. sempre bela!

Jovem Escritora. disse...

Somos feitos de sonhos; sonhos que nos motivam, sonhos que nos completam.

Fazia tempo que eu não passava por aqui, e, agora, fico feliz por tê-lo feito.