Meus olhos saltam, ardem, ferem. A alma parece estar corrompida. Enfraquecida. Vulnerável. Sim, vulnerável. Mais do que nunca. Quero correr, saltar, pular, me jogar. Desejo que os verbos demonstrem muito mais do que significação. Eu quero AÇÃO (e não palavras).
Amo. Acaricio. Choro. A saudade aperta o peito e eis que o desespero toma conta de mim. Sem chão, apoio ou qualquer outra coisa que sustente. O adeus poderia ser diferente se soubéssemos que seria a última vez sentiria a sua presença. Única e exclusiva presença.
Dizem ainda que devemos viver o dia, sem exceção. De fato eu deveria ter vivido. Ter feito planos distantes, imaginar as ações e prever os cuidados apenas deixaram feridas e cicatrizes que marcaram a força que sempre mantive viva (e que sempre esteve forte).
Nos pequenos atos, nos identificamos. No grande coração, nos unimos. Mas, por consequência do destino, nos separamos pela alma. Saudade. Eu vou viver com saudade. E, além do mais, vou VIVER. (Espero entender o sentido literal).
Adoraria não ter atendido o telefone naquele momento, assim como amaria ter tido um tempo mais para me despedir. Sem mais lamentações, somente tenho que agradecer pela alegria que tive nesses últimos (todos) dias.
Como lição de vida, jamais esquecerei de desfrutar de todos meus momentos. Não deixar de dar aquele abraço quando der vontade; Não hesitar em distribuir carinho. “É importante doar-se, sempre”. Esteja certa de que irei viver muito (por mim e por você). Agora, descanse.

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